24 de fevereiro de 2014

O charme atemporal dos sinetes


Você já deve ter visto em muitos filmes, especialmente aqueles que retratam os séculos XVI e XVIII, que as cartas era lacradas e os documentos legitimados, com uma cera aquecida marcada por um símbolo feito de metal.

Por milênios os sinetes foram usados como sinal de propriedade, privacidade em correspondências e para gerar autenticidade. E, com o passar do tempo, seu uso foi privado de necessidade e tornou-se um detalhe de requinte e elegância. Com um significado decorativo, passou a ser desenvolvido inclusive na forma de camafeus, adornando então também as mãos femininas.
Os desenhos utilizados nos sinetes eram marcas pessoais: geralmente brasões ou símbolos, assim como monogramas (símbolo com letras iniciais de nome e/ou sobrenome). E eles eram utilizados, após o Renascimento, não somente por pessoas que detinham poder, como os nobres e a hierarquia religiosa cristã mas também em transações comerciais e legais.


Além disso, a prática de derreter a cera e lacrar caixas, cartas e bilhetes, com o sinete, é super divertida. E é uma ótima atividade para os noivos fazerem durante a preparação para o casamento ou para as famílias realizarem antes de um evento especial.


Neste último Natal a marca Cartier utilizou o elemento visual dos selos gerados pelos sinetes para lacrar as diversas embalagens que fizeram parte da decoração natalina na sua famosa loja da 5ª  Avenida em  Nova York. O resultado é de simplicidade e sofisticação.






Você sabia... que os sinetes eram furados para deixar passar uma fina tira de couro e, então, utilizados presos ao pescoço, para maior segurança? Os sinetes em anéis também tinham esta mesma preocupação, e desta forma mantinham-se bem próximos ao seu proprietário.

Você sabia... que no passado o sinete era destruído quando ocorresse a morte do seu dono, para evitar possíveis fraudes?

Abraços,
João Francisco - Colaborador Nomedeiro 

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